Archive for April, 2008

Qualidade da Informação

Hoje em dia, estar informado é muito fácil. Seja pela televisão, pelo rádio, pelas mídias impressas ou pela Internet, várias são as formas pelas quais a informação chega até as pessoas.

Repare no termo: a informação chega. Foi-se o tempo onde era necessário ir até uma biblioteca, ou marcar hora para pesquisar em um acervo de jornal. Na chamada era da informação, bastam alguns cliques, e compramos livros e mais livros pela Internet. Ou então, consultamos uma versão online, replicada em milhares de sites Internet afora.

Na melhor das hipóteses, podemos até recorrer às bibliotecas. Basta reservarmos um determinado exemplar via web, por exemplo, sem o transtorno de não encontrarmos o que procuramos. Feita a reserva, notificados por email, é só irmos buscar o exemplar. Ou então, solicitar uma cópia em pdf de parte dele (lembre-se que xerocar livro inteiro é proibido).

Nesse mundo interligado, onde √© muito f√°cil disponibilizar e acessar a informa√ß√£o, √© interessante notar que toda essa liberdade tem o seu pre√ßo. Se optamos pelas vers√Ķes online, e n√£o folheamos mais os livros, somos obrigados a aceitar o que vemos na tela. Bits, bytes, que podem sumir de uma hora para outra. √Č a efemeridade da informa√ß√£o, devido √† sua forma digital. Se n√£o fizermos o papel de um editor, gravando, salvando, imprimindo a tela (para que informa√ß√£o n√£o se perca), quem garante que aquilo existiu de fato?

Ainda, como inexiste um crit√©rio, um consenso sobre quais id√©ias podem ou n√£o ser publicadas (n√£o existe, de fato, uma censura), muito lixo acaba caindo na rede. E quem se importa? No mundo virtual, a informa√ß√£o corre mesmo esse risco, de sumir do mapa… Ignorando solenemente fundamentos de pr√°ticas de pesquisa, metodologias cient√≠ficas, ou mesmo regras b√°sicas de reda√ß√£o e estilo (adotadas em jornais e revistas), a informa√ß√£o virtual tem grandes chances de trilhar um caminho meio marginal, edit√°vel (updates a esmo), suscitando um pouco de incredibilidade.

√Č preciso muito cuidado com o que se l√™ por a√≠. Replicar o que foi lido, dando a falsa impress√£o de estar super atualizado, pode trazer conseq√ľ√™ncias muito graves. Por exemplo, boatos, fofocas, devido √† velocidade com que a Internet espalha as not√≠cias, podem sofrer ru√≠dos mil, de tantas formas, que a not√≠cia chegue demasiada distorcida. Leitores cr√≠ticos s√£o cada vez mais raros, e essa exagerada necessidade de se estar atualizado, saber das √ļltimas not√≠cias, postar sobre tudo e todos, pode n√£o ser t√£o interessante.

Que tanto você odeia um mendigo?

O ato de mendigar, de entregar-se √† mendic√Ęncia, em muitos lugares do mundo pode ser considerado aceit√°vel ou n√£o. Aceit√°vel no sentido de resigna√ß√£o, compreendendo o que levou a pessoa √† essa situa√ß√£o, n√£o existindo motivos para conden√°-la. Reprov√°vel, quando a condi√ß√£o de um mendigo incomoda, seja pela sua apar√™ncia, seja pelos seus atos.

Mendigar pode ser considerado uma arte. Ningu√©m √© mendigo por acaso, e nem pode ser considerado como tal, sem passar por todo um ritual. Descer ao fundo do po√ßo, mesmo que da noite para o dia, n√£o faz de uma pessoa um mendigo. A arte de pedir esmolas carece de muitos atropelos, e ser bem sucedido requer muita pr√°tica e dedica√ß√£o. Da mesma forma, o desapego material, ou os preceitos que regem algumas religi√Ķes, como o budismo ou tao√≠smo, t√™m na mendic√Ęncia raz√Ķes tais que as caracterizam como um processo, um “estar” mendigo que n√£o se alcan√ßa de uma hora para outra.

N√£o entrando no m√©rito sobre essas e outras formas de mendic√Ęncia, notadamente as adotadas por monges, frades, e cia, √© interessante citar que um mendigo √© de f√°cil identifica√ß√£o. Segundo o blog Z√°s Tr√°s P√°s,

“O cheiro √© um atributo prim√°rio. Para mendigar segundo os c√Ęnones cl√°ssicos h√° que ter passado, no m√≠nimo, 6 noites a dormir numa sarjeta, permitindo que a marinada de urina e dejectos forme um aroma constante, resistente √† pluviosidade e ao banho espor√°dico no centro de abrigo.
O vestu√°rio constitui-se como o elemento-chave na defini√ß√£o do status do mendigo. √Č dada prefer√™ncia a tons castanhos, em artigos estrategicamente descosidos em 15 locais diferentes e globalmente muito sujos. (…) A barba pulguenta, o cabelo oleoso a denti√ß√£o incompleta, al√©m de um garraf√£o de vinho tinto Afonso III (com a volumetria padronizada de 5 litros) completam a pan√≥plia de adere√ßos requeridos.”

Apesar de devidamente caracterizado, o que faz de um mendigo um mendigo, acredito, n√£o seria apenas sua indument√°ria. Mesmo vestidos de forma ultrajante, repugnante, n√£o nos cabe julgar uma pessoa pela sua apar√™ncia. At√© porque quase sempre nos escapa o tal ritual, todo aquele hist√≥rico que levou uma pessoa √† mendic√Ęncia, ao seu sofrimento. Dessa forma, e sem querer, acabamos muitos de n√≥s resignados, aceitando a nossa involunt√°ria impot√™ncia… e culpamos o mendigo, a cidade, o governo…

Até que ponto estamos certos?

Google Heart?

Muitas pessoas se confundem quando procuram informa√ß√Ķes sobre o Google Earth. Talvez por engano, ou mesmo por erro de digita√ß√£o, algumas buscas interessantes acabam caindo no GMapsBrasil.

Isso acontece porque o GMapsBrasil traz resultados para essas buscas equivocadas, e o Google acaba indexando. Por exemplo, todas as buscas abaixo t√™m pelo menos um mapa “relacioanado”. Isso se deve ao fato de existir pelo menos uma palavra da busca que coincide com agum mapa do GMapsBrasil.

Confira:

google heart
google health
google arph
google maps
google mapas
google eat
google eart
google ear
earth google
heart google
maps google
mapas google
gogle heart
gogle health
gogle arph
gogle maps
gogle mapas
gogle eat
gogle eart
gogle ear

Provavelmente, o programa que você está procurando é o Google Earth.

Onde se hospedar?

De repente pinta aquele vontade de viajar, mas a grana anda meio curta. O destino não importa muito. O importante é sair de casa, juntar uns amigos, e sair sem rumo. Faça chuva ou faça sol, o negócio é cair na estrada.

Planejando ou não sua viagem, são grandes as chances de você se deparar com o seguinte dilema: onde se hospedar.

Optar ou n√£o pelo conforto de um hotel, ou dispensar a cortesia de amigos ou parentes distantes, que oferecem um “cantinho” pra voc√™ passar a noite, com certeza ser√£o quest√Ķes pertinentes na sua viagem. Se a viagem n√£o foi planejada, e voc√™ est√° disposto a n√£o ter dor de cabe√ßa, a id√©ia √© aceitar qualquer parada. Seja ela qual for.

V√°rias s√£o as alternativas. Deixando de lado os hot√©is muito chiques, voc√™ com certeza ir√° encontrar um hotel mais modesto, ou ent√£o uma pousada. Caso sua viagem coincida com a chamada “baixa temporada”, n√£o hesite: pechinche! O produto em quest√£o, ou sua estadia, n√£o precisa custar os olhos da cara. O dono do hotel quer o seu dinheiro. Voc√™ quer o chuveiro quente e uma cama razo√°vel. Negociem!

Dependendo do lugar, você pode ainda optar por ficar em um albergue. Que tal virar um alberguista?

Os chamados “Albergues da Juventude”, mediante um cadastro e anuidade/mensalidade, permitem que voc√™ possa se hospedar em albergues no Brasil e no mundo. Fazendo uma reserva, e pagando pre√ßos simb√≥licos (se comparados a uma estadia em um hotel), voc√™ pode arrumar um lugar interessante para passar uma noite.

Cama, roupa de cama, chuveiro, o básico você encontra em um albergue. Dividindo espaço com outros alberguistas, o ambiente é muito interessante para se trocar experências, dicas de viagens e de albergues também.

Se voc√™ procura um hotel barato, ou um lugar barato para se hospedar, procure mais informa√ß√Ķes sobre os albergues da juventude.

Terremoto no Brasil

Ontem, 23/04, o Brasil foi atingido pelo sexto maior terremoto de sua história. Com epicentro a 218 km da costa de São Vicente, o terremoto não teve vítimas fatais, apesar de sua magnitude.

Tsunami no Brasil? Maremoto no Brasil? Ainda n√£o foi dessa vez…

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2769137-EI8139,00.html

http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/23/ult23u1983.jhtm

Demonstra√ß√Ķes de f√©?

Muitas s√£o as formas de se demonstrar a f√©. Frequentar uma igreja, pregar o Evangelho, pagar uma penit√™ncia, voar amarrado em bal√Ķes….

Voar amarrado em bal√Ķes?

Em especial, para aqueles que escolhem a penit√™ncia (jejuns, vig√≠lias, auto-flagela√ß√Ķes, etc), parte-se do pressuposto que o sacrif√≠cio pessoal ir√° reparar um pecado cometido. Conhecida como a “satisfa√ß√£o” no sacramento do perd√£o (etapa seguinte √† confiss√£o), pagar pelo erro cometido seria uma forma de pedir perd√£o e absolvi√ß√£o de Deus.

Muito se tem falado sobre o desaparecimento do padre Adelir de Carli. Suspenso em mil bal√Ķes de festa (g√°s H√©lio), o padre tentava bater um recorde de 20 hs de v√īo. No entanto, at√© o momento, ele encontra-se desaparecido.

Segundo o padre, sua iniciativa tinha como objetivo chamar a atenção da mídia para a Pastoral Rodoviária, à qual ele está ligado.

“Esses bal√Ķes n√≥s vamos(vemos?) como homenagem √†queles que se preocupam com a vida dos caminhoneiros, o sofrimento que eles passam nas estradas, com a fam√≠lia, e o anseio que as fam√≠lias t√™m”.

Sem entrar no m√©rito sobre o qu√£o estranha √© essa iniciativa, √© bom lembrar que o v√īo do padre n√£o remete ao sacramento da penit√™ncia. Seja l√° qual for o seu paradeiro, sua iniciativa nada tem a ver com o perd√£o de pecados. Se essa foi a forma que ele encontrou para homenagear sua Pastoral, que seja enquadrada como tal. Sem exageros da m√≠dia, sem demagogia por parte dos fi√©is.

Baixe o novo Google Earth

Já está disponível a nova versão do Google Earth (4.3). São vários os novos recursos:

  • Modo Dia/Noite, que mostra a hora local do nascer e p√īr-do-sol;
  • Street View, um recurso interessant√≠ssimo, que permite visualizar fotos de pessoas, constru√ß√Ķes, situa√ß√Ķes reais, tiradas a partir de um carro que est√° “mapeando” v√°rias cidades dos EUA;
  • Data das fotos;
  • Modelos 3D carregados mais rapidamente.

Se você ainda não instalou o novo Google Earth, clique aqui. Se você possui a versão antiga, faça a atualização!

Batalha de Stalingrado

Tempos atr√°s falou-se muito sobre as Sete Novas Maravilhas do Mundo Moderno, dentre as quais estava o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Disputando diretamente com a Est√°tua da Liberdade, e tentando ser listada como mais uma das est√°tuas (onde j√° figura o Colosso de Rodes, uma das Sete Maravilhas “antigas”), o Cristo conseguiu ser eleito.

Sem entrar no mérito da votação, critérios, etc, é interessante citar também uma estátua maior que o Cristo e a Estátua da Liberdade, e que nem foi cogitada para participar da disputa. Construída em comemoração à Batalha de Stalingrado, essa estátua, na época, foi considerada a maior estátua do mundo.

Talvez pelo fato de remeter √† guerra, seja sensato n√£o inclu√≠-la como uma “maravilha”. Mas pelo seu tamanho colossal, vale a pena a visita.